RELACIONAMENTO AMOROSO: PROFISSIONAL OU AMADOR?


Tenho visto de forma muito frequente em relação as pessoas que trabalham, uma busca ativa e comprometida pelo crescimento profissional e acadêmico. Os profissionais investem tempo e energia em cursos e especializações para se tornarem cada vez mais aptos ao trabalho que desempenham.

Nas organizações em que atuam, esforçam-se para serem os melhores profissionais e obterem destaque, buscando melhores salários, reconhecimento dos superiores, dos seus pares e a ascensão em relação aos cargos que ocupam.

Diversos conseguem conquistar o que buscam e se consolidam como profissionais de referência nas próprias organizações, ou até mesmo no mercado de trabalho de modo geral.

Mas o que mais chama a atenção, é que muitas destas mesmas pessoas, que são excelentes e dedicados profissionais na área organizacional, portam-se de maneira extremamente amadora e descompromissada nas relações amorosas.

Muitas queixam-se do que encontram em seus relacionamentos afetivos e geralmente tendem a culpar a outra pessoa. É fato que uma relação é sempre feita por dois, logo é importante que ambos invistam e trabalhem para que tudo flua da melhor maneira possível.

Mas a realidade é que muitos dos que queixam-se das suas relações e que preocupam-se com a qualidade do serviço que oferecem no trabalho (querendo passar uma boa auto-imagem profissional e fazendo de tudo para isso), muitas vezes menosprezam no próprio relacionamento a qualidade do contato com a pessoa com quem está. Tratam o outro com descuido, tendo atitudes que inviabilizam o bom andamento da relação de diversas maneiras. A forma que se expressam na relação demonstra algo muitas vezes diferente do discurso racional, que fala do querer estar bem na relação e buscar o melhor para os dois.

Não estou dizendo aqui com isso, que deve-se buscar ser profissional (no sentido estritamente técnico) em termos de relacionamento amoroso, porque os valores que comparecem em uma relação devem ser outros e inclusive, ou principalmente os do sentimento. Mas que um pouco mais de cuidado, dedicação, carinho, atenção, compromisso, interesse e vontade, fariam toda diferença em termos da relação.

Na vida muitas vezes não dá pra colher aquilo que não plantou.

Muitas das pessoas se permitem em termos afetivos se especializarem somente na área da conquista, nos primeiros tempos de uma relação e conhecem todo o script para conquistar uma pessoa. Contudo, apresentam-se muitas vezes ainda com despreparo para lidar de forma madura quando se trata de um relacionamento duradouro e com vínculos mais profundos.

Bem, geralmente, aquilo em que se investe e cuida, tende a crescer e no relacionamento essa máxima não é diferente. Pense bem, em uma organização preocupa-se bastante em oferecer o melhor para conquistar e atender seu cliente interno ou externo. Que tal tentar tratar seu cônjuge ou namorado(a) como trata a um cliente? Então, procure oferecer o melhor em termos de cuidado para o seu cliente-cônjuge, ou cliente-namorado(a) de forma a entender suas necessidades e fazer a própria parte para que o relacionamento esteja bem. Pois isso é manter o equilíbrio e maturidade do relacionamento em atitude das mais inteligentes.

A qualidade da relação afetiva repercute em toda a esfera vital da pessoa. Quanto melhor for o relacionamento, mais leve, agradável e feliz será para cada um dos dois que compõem a relação. Sim, feliz! Você colocou como meta da relação a felicidade? Pois então, a promoção e a boa remuneração simbolicamente falando de um relacionamento saudável é a felicidade. Quanto melhor estiver, quanto mais feliz se sentir a outra pessoa no relacionamento, melhor para você. Pense nisso e dedique-se mais para que da sua parte tudo flua do melhor modo.

E aí, se você fosse submetido a uma avaliação de desempenho a respeito do seu relacionamento, o resultado seria: Profissional ou amador?